Elétrico ou térmico: a conta de quem faz 3.000 km por mês
A lei nova não escolheu o teu carro por ti, mas inclinou a mesa: dois anos extra de vida útil só para elétricos puros. A decisão continua a ser aritmética — e há quatro parcelas onde ela realmente se joga.
O que a lei mudou nesta escolha
- Exclusivamente elétrico: até 12 anos. Todo o resto, incluindo híbridos plug-in: até 10 anos.
- São dois anos a mais de atividade legal com o mesmo carro. Em quilómetros de TVDE, isso é muita depreciação diluída.
- A regra vem da Lei n.º 59/2026 — mais detalhe no artigo sobre a idade dos veículos.
As quatro parcelas onde se decide
| Parcela | Elétrico | Térmico |
|---|---|---|
| Energia por km | baixa e estável — cerca de 0,04 €/km num citadino pequeno | acompanha o preço do combustível |
| Manutenção | menos peças a desgastar | revisões, embraiagem, escape, filtros |
| Tempo parado | carregar ocupa horas que podias faturar | cinco minutos na bomba |
| Vida útil legal | 12 anos | 10 anos |
O erro comum é comparar só a primeira linha. Um elétrico ganha aí quase sempre — e pode perder tudo na terceira, se carregares em horário de trabalho em vez de carregar enquanto dormes.
Fazer a conta em vez de escolher por opinião
Pega no custo por quilómetro de cada hipótese e multiplica pelos teus quilómetros anuais. É a mesma folha do artigo sobre quanto te custa o carro por km, com duas colunas em vez de uma. A diferença anual entre as colunas costuma ser maior do que qualquer campanha de financiamento.
- Se carregas em casa e fazes blocos noturnos, o elétrico ganha quase sempre.
- Se dependes de carregamento rápido pago a meio do turno, refaz a conta com o tempo parado incluído.
- Se fazes muito aeroporto e autoestrada, mede o consumo real a 120 km/h, não o do catálogo.
- Antes de decidir, faz uma semana de blocos com o plano do dia e vê quantos quilómetros vazios fazes mesmo.
Perguntas frequentes
Sim, se for exclusivamente elétrico. Os restantes veículos, incluindo híbridos plug-in, ficam pelo limite dos 10 anos.
Só se as restantes parcelas acompanharem: energia, manutenção e sobretudo o tempo parado a carregar, que é faturação que não fazes.
Num citadino pequeno, a referência usada pelo site é cerca de 0,04 €/km, mas depende do preço a que carregas e de onde carregas.
Fontes
Isto é informação, não é aconselhamento jurídico. Em caso de dúvida, o que vale é o texto publicado em Diário da República.
Aeroporto, cruzeiros e saídas de eventos com hora, gerados dos eventos reais do dia.
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Escrito com apoio de ferramentas de IA e revisto por Mário Mineiro, que responde pelo conteúdo.