Frota ou carro próprio: a conta ao fim de um ano
Não há resposta certa para toda a gente, mas há uma forma certa de fazer a conta: a um ano, por quilómetro, com os dias parados dentro. Quem compara a renda semanal com a prestação do crédito está a comparar duas coisas que não são a mesma.
Porque é que a comparação costuma sair errada
A frota cobra uma renda por semana e, por regra, mete lá dentro seguro, manutenção e por vezes a viatura de substituição. O carro próprio tem prestação, seguro, oficina, pneus, inspeção e IUC em faturas separadas, em meses diferentes — e uma parcela que não chega por fatura nenhuma, a depreciação. Olhar só para o que sai todas as semanas faz a frota parecer cara e o carro próprio parecer barato. Os dois estão mal medidos.
A conta que vale: custo por quilómetro a um ano
- Frota: renda × 52 semanas + o que a renda não inclui (combustível ou energia, lavagens, franquias que pagaste) + os dias em que não tiveste carro e não te deram outro.
- Carro próprio: prestação ou custo de oportunidade do dinheiro + seguro de TVDE + manutenção e pneus + inspeção e IUC + depreciação do ano (o que o carro vale hoje menos o que vai valer daqui a um ano) + dias parados.
- Divide cada total pelos quilómetros que fizeste nesse ano. É esse €/km que se compara — e é o mesmo número que a calculadora usa para dizer se uma corrida paga o carro.
O que a frota te tira e o que te dá
| Frota | Carro próprio |
|---|---|
| Custo previsível, semana a semana | Custo irregular, com meses maus |
| Carro de substituição, se o contrato o disser | Dia parado é dia sem faturar |
| O carro nunca é teu; a renda nunca acaba | No fim do crédito, o €/km cai |
| Quem decide a idade e o estado do carro é a frota | Tu decides, dentro do limite legal de idade |
| Podes sair com pré-aviso | Sair é vender, com o preço do mercado nesse dia |
Perguntas a fazer antes de assinar com uma frota
Por escrito: o que inclui exatamente a renda; quem paga franquia e quanto; se há carro de substituição e em quantos dias; se há quilómetros máximos; e como se sai do contrato. São as mesmas perguntas do seguro e do operador em primeiro mês em TVDE — e pela mesma razão: o que não está escrito não existe no dia do problema.
A decisão
Se não consegues preencher a conta do carro próprio com números teus — porque ainda não tens um ano de registos, ou porque não sabes quanto vai valer o carro — a frota é a opção honesta para começar: o custo é conhecido e os erros são baratos. Se já tens os registos e o €/km próprio te sai mais baixo com a depreciação dentro, então sabes o que estás a comprar.
Perguntas frequentes
Depende dos teus quilómetros e do carro. A única comparação válida é o custo total por quilómetro a um ano, com depreciação e dias parados dentro, nos dois lados.
Varia por contrato. É frequente incluir seguro e manutenção; combustível, lavagens e franquias costumam ficar de fora. Pede a lista por escrito antes de assinar.
Quando tens um ano de registos e o €/km do carro próprio, com depreciação, sai mais baixo do que o da frota — e tens reserva para os meses em que o carro está parado.
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Escrito com apoio de ferramentas de IA e revisto por Mário Mineiro, que responde pelo conteúdo.